É sempre mais fácil assumir que está insatisfeito, e consequentemente desistir, do que tentar entender as reais razões dessa insatisfação e procurar soluções para a mesma. Hoje acordei meio assim, querendo mandar um “hasta la vista real world” e explodir. Como não tenho coragem de virar hippie e muito menos de sumir (no sentindo literal da palavra = virar defunto), resolvi deixar a rebeldia de lado e escrever tudo o que vem tirando meu sono. Quem sabe daqui a alguns anos eu não perceba que tudo era uma grande besteira? Se não ser certo.. bem.. pelo menos eu fico mais calma por hoje.
(…)
Preciso trabalhar com algo que me dê tesão. Que envolva natureza, música, paixão, cotidiano, novidades, jovialidade, adrenalina, e que me faça trabalhar 24h por dia sem me fazer duvidar por mais do que cinco minutos porque eu estou fazendo aquilo.
Mudança é uma questão de atitude, então ao invés de reclamar que eu quero trabalhar com algo que eu curta, eu preciso procurar mais também. Inscrever-me nas vagas, fazer cursos de extensão, enriquecer meu currículo, e dar a cara à tapa. Quem não procura, não acha – já dizia a velha frase clichê (em outras palavras).
Em conseqüência gostaria de ganhar bem (MAIS!) e ir morar sozinha em menos de cinco anos – isso não é um sonho, é uma ordem pessoal.
Viajar! Sério, não há nada pior do que sentar numa mesa cheia de pessoas com várias experiências e você não poder opinar porque você não conhece. Claro que devido a algumas limitações – financeiras principalmente – eu sei que o deadline para cumprir vai ser mais longo do que o de certas pessoas que costumo conviver. Mas está ai, menos supérfluos, mais economias. Projeto porquinho mode on.
Reclamar menos e me sentir menos injustiçada. Culpo meus pais diariamente se personalidade for genético (mais uma vez estou reclamando, viu? É involuntário).
Amar mais, de todas as formas possíveis, amar o amanhecer que nos trás o sol de todos os dias, meu namorado, meus pais, minha vida, o rio de janeiro, as oportunidades – papo de maconheiro a parte – dar mais valor aos pequenos momentos, e ser feliz com eles.
(…)
Desabafei
(ponto final)
Que bom perceber que não sou a única a pensar assim!
xx, M.C.









